

Em Boa Vista, aprender a ler, escrever e desenvolver o raciocínio lógico se torna uma experiência divertida na Rede Municipal de Ensino. Essa é a proposta apresentada pelas escolas no “Território da Alfabetização”, um dos espaços do evento “Cidade Educação”, que segue até quinta-feira, 23, na Praça Fábio Marques Paracat, das 18h30 às 20h30.

“Aqui estamos conseguindo mostrar um pouco do que toda a rede municipal faz. O objetivo é reforçar o quanto é importante que as crianças usufruam de recursos pedagógicos de qualidade para que o aprendizado fique bem consolidado. Queremos chamar as famílias e mobilizar toda a cidade para nos ajudar a alfabetizar todas as crianças na idade certa”, explicou a secretária-adjunta de Educação e Cultura, Meiry Jane Gomes.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Alfabetização da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC), Francimeire Souza, garantir que as crianças aprendam a ler e escrever na idade certa é uma das prioridades da Prefeitura de Boa Vista. Por isso, o trabalho começa ainda no Ensino Infantil e ganha continuidade no 1º e 2º ano do Ensino Fundamental.
“A alfabetização é a meta de toda rede. Ela é a base. Se a criança não estiver alfabetizada na idade certa, que é o final do segundo ano, provavelmente não terá o mesmo sucesso nos anos seguintes. A proposta é trazer experiências para que a criança aprenda de forma lúdica e sem sofrimento”, explicou.

Desde o primeiro dia de evento, a programação do “Território da Alfabetização” reúne projetos que fazem parte da rotina dos alunos para mostrar como as atividades lúdicas contribuem para o desenvolvimento das crianças. Na primeira noite, a Escola Municipal Raimundo Eloy Gomes expôs o projeto “A alfabetização em campo: Os Sons dos Estádios”, que utiliza o universo do futebol para trabalhar os fonemas.
Aprender brincando

Nesta quarta-feira, 21, foi a vez da Escola Municipal de Educação Infantil Emília Rios expôr o “Letramento Matemático na Educação Infantil”, com circuitos de coordenação motora, jogos de associação de cores, balanças manuais e atividades com tampinhas. Uma das atividades apresentadas foi a “Matemática no Pátio”, uma forma lúdica para aproximar as crianças dos números, das quantidades e do raciocínio lógico.

“As crianças interagem com brinquedos pedagógicos no pátio da escola, trabalhando raciocínio lógico, associação de cores e quantidades. Durante as brincadeiras, os alunos desenvolvem habilidades matemáticas e linguísticas de maneira prática, relacionando o aprendizado às situações do dia a dia. A proposta é justamente essa: aprender brincando”, destacou a professora Érika Costa.
Após a conquista do Selo Prata do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, iniciativa do Governo Federal, a prefeitura trabalha para alcançar o Selo Ouro por meio da Política Municipal de Alfabetização, institucionalizada em 2025. Para Francimeire, é a continuidade de um trabalho que começou com a implantação do ensino estruturado, em 2013.

“Na Educação Infantil, as experiências começam ainda mais cedo. A partir dos dois anos, as crianças participam de atividades que estimulam a percepção dos sons, a consciência fonológica e a orientação espacial, habilidades importantes para o desenvolvimento da leitura e da escrita”, destacou a coordenadora.
Família mais perto da escola
O “Cidade Educação” também abre espaço para que pais e responsáveis conheçam de perto os projetos desenvolvidos nas escolas. Ana Paula Lima, mãe da pequena Zarah, destacou a importância do trabalho desde os primeiros anos de vida.

“Acho muito boa essa iniciativa da prefeitura. A gente precisa trabalhar a educação logo no início, porque a Primeira Infância é o alicerce. É onde precisamos dar uma atenção redobrada para que as crianças cresçam com uma base forte”, afirmou.

Adrian Rangel é pai da Nicole, de 4 anos, e acompanhou a primeira apresentação da filha no evento. “Achei muito legal e organizado, um ambiente muito bacana para curtir em família. É a primeira vez que vejo minha filha se apresentando e o orgulho está no alto”, contou.
Sobre o evento

O “Cidade Educação” conta com 81 estandes e 267 projetos, distribuídos em mais de 12 espaços de exposição, sendo aberto a toda população. As atividades contemplam áreas como iniciação científica, tecnologia e inovação, sustentabilidade, empreendedorismo, alfabetização e letramento, educação inclusiva, educação bilíngue de surdos, artes visuais, música, dança, educação física, educação financeira e cultura.
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